sábado, 19 de agosto de 2017

Tenho Saudades do Calor ó Mãe - Um poema de Daniel Faria



O Poeta Português Daniel Faria. Fonte da imagem: http://www.citador.pt/


Tenho Saudades do Calor ó Mãe

Tenho saudades do calor ó mãe que me penteias
Ó mãe que me cortas o cabelo — o meu cabelo
Adorna-te muito mais do que os anéis

Dá-me um pouco do teu corpo como herança
Uma porção do teu corpo glorioso — não o que já tenho —
O que em ti já contempla o que os santos vêem nos céus
Dá-me o pão do céu porque morro
Faminto, morro à míngua do alto

Tenho saudades dos caminhos quando me deixas
Em casa. Padeço tanto
Penso tanto
Canto tão alto quando calculo os corpos celestes

Ó infinita ó infinita mãe

(Daniel Faria - http://www.citador.pt/) 
  Poeta   - Portugal 10 Abr. 1971 / 9 Jun 1999 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Aconteceu há 111 anos.


    Lago Menteith - Escócia .Fonte da imagem:https://en.wikipedia.org/
Escócia - 17 de Agosto de 1906

«Fui de bicicleta a Aberfoil, nas proximidades do Lago de Menteith, e regressei passando por Loch Achray, Loch Katrine e Loch Vennachar. Esteve um dia de muito sol e claro e  era maravilhoso contemplar a paisagem de sítios de onde se dominavam  grandes panorâmicas. Na elevada crista das colinas que separam Aberfoil dos Trossachs, encontrei as bagas  vermelhas de medronheiro - ursino que crescia no meio das urzes e das rorelas em flor.

Medronheiro, ou, uva ursina. Fonte da imagemhttps://www.chabeneficios.com.br/   
 
 A Bela genciana . Fonte da imagem: https://www.jardineriaon.com/.

Á Beira do Lago Vennachar encontrei algumas gencianas.»

(Edith Holden - no seu Diário - A Alegria de Viver  com a Natureza)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A Natureza e a Adoração a Deus

As belas "Glórias da Manhã", aqui perto de casa.

«O homem é parte do Universo, e um espelho  que o reflete. Portanto a criação, visível e invisível se reflecte nele.  É o único ser que pode interpretar a criação do mundo. É a linguagem da natureza. A natureza fala mas silenciosamente. O homem transforma em palavrasa a voz silenciosa da natureza..

O homem é um ser limitado; logo os seus sentidos têm também limite. Por conseguinte, não podemos perceber todos os aspectos da criação. Para conhecer todos, seriam necessários inúmeros sentidos. Os nossos poucos sentidos permitem a percepção de alguns aspectos e a sua natureza, e  assim mesmo imperfeitamente. Apenas, destas limitações, o coração tem uma concepção da Realidade. Independente do intelecto, cuja aptidão não pode ser compreendida pela inteligência. A vista humana, ainda que pequena, penetra em distâncias imensas e alcança lugares aonde nem o próprio homem pode ir. Contempla as estrelas que estão distantes  milhões de quilómetros, observa  o seu movimento e extasia-se com o seu fulgor. Os olhos do coração também penetram nas coisas profundas de Deus e esta compreensão impele o homem a adorá-lo, e só em Deus ele tem  perfeitamente satisfeitas para sempre as necessidades do coração.»

(Sadu Sundar Singh - no livro - Realidade e Religião)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

QUE MAR TÃO AZUL! - Um poema de Edite C.C. Pereira

Mar do Magoito - Sintra. Foto do neto Gil

QUE MAR TÃO AZUL!

O mar manso, tão azul,
vem beijar o areal
da praia virada ao sul.

E o céu da cor do mar
é como um manto real,
muito belo, a brilhar.

Cobre a terra ainda quente
do sol forte do Estio
e que guarda calmamente

a mudança de estação:
os dias de chuva e frio
e o mar bravo em turbilhão.

Quando acabar o Inverno
há-de voltar o calor.
Este é um ciclo eterno

que mostra toda a grandeza
de Quem é o seu autor.
Alguns chamam Natureza...

(Edite C.C. Pereira - no livro - Lágrimas e Sorrisos)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Medalha de Ouro e record do mundo para Inês Henriques na marcha

A atleta portuguesa Inês Henriques
«A atleta do C N de Rio Maior, de 37 anos, fez os 50 km  em 4: 05,56 horas, pulverizando o seu recorde mundial.

A portuguesa Inês Henriques conquistou hoje a medalha de ouro nos 50 quilómetros marcha dos Mundiais de atletismo, que decorrem em Londres, juntando ao troféu o novo recorde do mundo, que já lhe pertencia.
 A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, foi cronometrada em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial, que estava fixado nas 4:08.25 horas e datava de 15 de janeiro de 2017, em Porto de Mós.
 Até chegar a Londres, Inês Henriques tinha no currículo três participações olímpicas, a última das quais no Rio2016, onde alcançou o 12.º posto nos 20 km marcha. A atleta conta ainda um sétimo posto nos Mundiais de 2007 e um nono nos Europeus de 2010, sempre na distância dos 20 km.»
( http://www.dn.pt/)

Nota pessoal:

Foi motivo de grande alegria e muito orgulho nacional, esta  vitória da atleta portuguesa de Rio Maior, cidade que conheço bastante bem, pois ali  reside o meu filho Pedro com a sua linda família, e, a família da minha preciosa nora  Anabela.

Sei que Rio Maior esteve em festa!
Não é caso para menos!

Dali, já tivemos uma outra jovem, Susana Feitor, também atleta na modalidade  de marcha,  como a Inês,  que  nos deu muitas alegrias por   momentos bonitos de glória!
Quem não se lembra da Susana Feitor?

Pois bem, a dar continuidade, temos agora a Inês Henriques.
Desejamos-lhe os maiores sucessos.

PARABÉNS! 
Muitos PARABÉNS, Inês!
Vamos em frente e que Deus a abençoe.

domingo, 13 de agosto de 2017

Porque hoje é Domingo (452)


«Que chegue a ti o meu calamor;
dá-me entendimento, conforme a tua palavra.
Que chegue a ti a minha súplica;
livra-me  conforme a tua promessa!
Sempre te louvarei,
pois tu ensinas-me os teus mandamentos,
Cantarei a tua palavra,
pois os teus mandamentos são justos.
Vem prontamente em meu auxílio,
pois escolhi  as tuas instruções.
O que eu desejo é que me salves Senhor!
Sinto-me feliz com os teus ensinamentos!
Dá-me vida para que te possa louvar;
que os teus decretos me ajudem.
Ando errante como ovelha perdida;
Vem em busca do teu servo,
pois não me esqueci dos teus mandamentos.»

(Salmo 119:169 a 176)
Na Bíblia para Todos

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Peso da Cruz - Um poema de Gióia Júnior

Fonte da imagem: http://www.pjcriciuma.com
O PESO DA CRUZ

Oitenta quilos pesava,
setenta e cinco ou oitenta,
a cruz que Ele carregava 

na longa estrada poeirenta.

Andava um pouco, parava,
agora já não aguenta,
sangravam as mãos, sangrava
todo corpo que a sustenta.

Caiu três vezes, pesando

sobre os seus ombros a cruz,
e os soldados o açoitando...
ai que peso Ele conduz!...

Exausto, ferido, exangue,
cabelos em desalinho,
escreve um poema de sangue,
no duro lenho de pinho...

O látego é duro e rude;
caiu...de novo se ergueu...
já não há mais quem o ajude,
já não vive o Cireneu..


Levanta....tomba de novo
sujo de pó, machucado
sob os deboches do povo
e o sadismo do soldado...

Seu olhar quase se apaga,
não há gemido nem rogo,
arde o corpo como chama -
vermelha chaga de fogo...

Tem quatro metros de altura,   
os braços dois metros têm.
Como o madeiro tortura
o menino de Belém!...

Já não há palmas e festa
na mensagem dos caminhos
e a coroa rasga a testa
com punhaladas de espinhos.

Mas o peso mais pesado que o
carpinteiro conduz
não é de pinho entalhado
na forma infame da cruz.


 Não é o chicote ousado
que cicatrizes produz
O que pesa é o meu pecado
Sobre os ombros de Jesus!!!


(Gióia Júnior - no Livro - Orações do Cotidiano) 

 Sexta-feira - 13 de Abril de 1979